Texto por Colaborador: A. Rother 18/04/2026 - 01:00

Giuseppe Giannini, lenda e ex-capitão da Roma, concedeu entrevista ao Soccermagazine.it e abordou os principais temas que cercam o clube na atual temporada. O ídolo giallorosso falou sobre o desempenho de Gasperini, a possibilidade de Totti assumir um papel na diretoria e até sobre o futuro da posição de meia-atacante no futebol moderno.

Sobre a campanha decepcionante da equipe — eliminada das copas e ainda em risco de não se classificar para a Champions League —, Giannini preferiu a cautela antes de distribuir culpas. Para ele, ainda faltam partidas e, a Roma, sempre existe uma esperança de retomada. Ainda assim, reconheceu que, quando os objetivos não são cumpridos, a responsabilidade recai sobre todos: da diretoria aos jogadores, do estafe à comissão técnica. "Quando há culpas, elas devem sempre ser divididas entre todos os envolvidos, da sociedade aos jogadores, dos dirigentes ao estafe. Todos, enfim, teriam culpa se o objetivo não for alcançado, mas de qualquer forma — lendo também as entrevistas — era um objetivo que os recém-chegados, como os técnicos e o estafe, tinham traçado para si, mais do que a propriedade. Não sei se é assim ou não, mas por isso me é difícil dizer se é uma temporada decepcionante ou não. Eu esperaria", afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de chamar Daniele De Rossi de volta ao banco de reservas em caso de saída de Gasperini, Giannini disse não estar disposto a descartar o atual técnico. "Não me sinto em condições de, neste momento, reprovar um treinador que até 15 dias atrás estava na boca de todos como alguém que trouxe rapidamente um jogo e uma mentalidade à Roma. Agora, porque talvez na tabela não esteja numa ótima posição, é criticado. Por isso eu esperaria também sobre isso. Mas é claro que De Rossi é um personagem que em Roma se saiu bem tanto como jogador quanto como treinador, pelo pouco que esteve", ponderou.

A respeito de um possível retorno de Francesco Totti ao clube, Giannini foi direto ao definir qual papel daria ao ídolo. Levando em conta o desejo histórico de Totti de ter voz ativa nas decisões, o ex-capitão afirmou que lhe ofereceria uma função parecida com a que Ranieri ocupa hoje. "Daria a ele um papel um pouco semelhante ao que tem Ranieri, enfim. Um papel de supervisor, de dirigente que possa de alguma forma dar a sua opinião e decidir junto com o treinador e o diretor esportivo, evidentemente", disse.

Por fim, Giannini foi perguntado sobre o empobrecimento técnico do futebol italiano e a sobrevivência da figura do camisa 10. Para o ex-jogador, o papel existe, mas foi transformado pelo tempo e pelas exigências táticas dos treinadores modernos. "Agora é um pouco interpretado. Desde os tempos de Zeman, com Totti que era o clássico meia-atacante e foi deslocado para as pontas, quando foi colocado alto pela direita. A partir daí — e ainda hoje, veja Soulé ou Dybala — às vezes os meias-atacantes partem pelas beiradas para depois entrar no campo e inventar algo. Não são muitas as equipes que jogam com o meia-atacante e, consequentemente, aquele papel precisa ser amparado por uma ideia de futebol, por treinadores que querem criar algo imaginativo no ataque. Nem todos preferem o meia-atacante e talvez, quando alguém o tem, o desloca para as pontas para deixar no meio do campo jogadores que marcam, que lutam, que têm fisicalidade, mas que têm pouca fantasia e pouca técnica", analisou.

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