Texto por Colaborador: A. Rother 19/04/2026 - 02:00

O clima esquentou antes mesmo de a bola rolar. A Roma recebeu a Atalanta em uma semana marcada pela tensão, especialmente após o desentendimento público entre Gasperini e Ranieri oito dias atrás. O técnico, na véspera do jogo, havia pedido para que o foco voltasse ao campo e ao objetivo da Champions. Parte da torcida, ao que parece, captou bem a mensagem.

Na Curva Sul, um grande faixão ocupou o centro do setor e arrancou aplausos de todo o estádio. O texto não deixava espaço para dúvidas: "Qualquer que seja o papel que alguém ocupa à sombra deste nome, estamos todos obrigados a garantir romanismo, comprometimento e valor. A AS Roma é uma coisa séria." 

Logo abaixo, um segundo pano menor, assinado pelo grupo Royalist, completava a mensagem: "Agora chega, a Roma antes de tudo... e de todos!" A mensagem era coletiva, mas o alvo era claro: independentemente de como se resolva a crise interna, o bem do clube deve vir sempre em primeiro lugar — acima de vaidades, divergências e egos.

Do outro lado do Olímpico, a Curva Norte também não ficou calada. Um grupo de torcedores exibiu uma faixa de contestação mais direta, voltada desta vez para a direção: "Diretoria muda, dirigência tagarela. Quem pensa no bem da nossa Roma?"

Dois setores, duas visões, uma única preocupação. O Olímpico falou — e a Roma precisará ouvir.

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