Texto por Colaborador: A. Rother 18/04/2026 - 20:00

Técnico elogiou a equipe pela atuação diante da Atalanta, mas admitiu que a Champions ficou mais distante — e preferiu o silêncio ao confronto . O empate por 1 a 1 entre Roma e Atalanta deixou as duas equipes com um gosto amargo. Para os giallorossi, o resultado é especialmente preocupante: a Juventus, que joga na rodada seguinte, pode abrir cinco pontos de vantagem e tornar a missão de alcançar a Champions League ainda mais árdua. Ao fim da partida, Gian Piero Gasperini falou à Sky Sports e à DAZN e tratou tanto do desempenho em campo quanto da semana de polêmicas fora dele.

Na análise do jogo, o treinador defendeu que sua equipe foi superior à Atalanta e esteve mais perto da vitória. Ele fez questão de elogiar as atuações dos goleiros: "Carnesecchi foi muito bom em mais de uma ocasião; Svilar também, em uma em particular. Produzimos mais e buscamos a vitória mais do que a Atalanta. No segundo tempo houve cansaço e alguns erros a mais, mas tentamos alcançar o resultado pleno até o fim."

Questionado sobre o desempenho da Roma nos confrontos diretos e sobre a evolução no returno do campeonato, Gasperini foi enfático ao rebater a ideia de que o time se saiu mal contra os concorrentes: "Às vezes houve partidas como contra a Juventus e o Napoli, nas quais estivemos em vantagem. Contra o Milan fizemos um ótimo jogo. Em Como perdemos, mas com dez jogadores; as outras no returno nunca perdemos, exceto contra a Inter. Nos confrontos diretos, fomos nós os que chegamos mais perto da vitória."

Sobre a fase defensiva — mais instável no segundo semestre —, Gasperini reconheceu que a chegada de Malen trouxe ganhos ofensivos, mas implicou perdas no equilíbrio da equipe: "Até dezembro tivemos uma continuidade de formação que nos garantiu solidez defensiva. Quando Malen chegou, melhoramos o setor ofensivo, mas perdemos algumas peças. De qualquer forma, era difícil manter a média extraordinária durante todo o campeonato."

O tema mais aguardado, no entanto, era a resposta de Gasperini a Ranieri, após a semana de declarações cruzadas que tomou conta da imprensa italiana. O treinador optou pelo silêncio — e justificou a escolha citando o torcedor que lotou o Olímpico: "Fui arrastado para isso; há uma semana não se fala de outra coisa. Nunca respondi e vou continuar assim. Não seria bonito para as pessoas que hoje também encheram o estádio. Ainda temos cinco partidas e lutamos por objetivos; estamos a quatro pontos da Atalanta, que no ano passado terminou em terceiro. Lutamos com Como e Juventus; notei outras equipes que também estão tendo dificuldades. Estou feliz; precisamos terminar bem o campeonato. Para mim, tem sido uma experiência extraordinária. Tenho um grupo que me segue e sou grato a eles e ao público. No final do campeonato, vamos enfrentar o que vier no fim do mês."

À DAZN, Gasperini também comentou as faixas exibidas pela torcida e os vaias ao fim da partida. Para ele, as manifestações foram mais do que justas: "O público é sempre fantástico; apoiou a equipe e sempre empurrou. Fez faixas de grande maturidade e o time deu o que pôde. A equipe deu muito; é uma pena não ter vencido. A partida foi ótima, então acho que os vaias são mais por causa dessa semana horrível — e são mais do que justos, porque o público não merece o teatrinho que viu. Lamento estar envolvido. No meu caso, procuro não dizer mais nada e permanecer em silêncio sobre certos assuntos."

Mesmo com o empate e o cenário mais complicado na tabela, Gasperini não descartou a vaga na Champions. Mas reconheceu que o caminho ficou mais estreito: "Ainda é possível. Claro que é mais difícil, porque as partidas são menos. Esperamos ter à disposição nossos jogadores que possam nos ajudar muito."

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