Texto por Colaborador: A. Rother 20/08/2026 - 17:10

A Roma segue de olho em Malick Fofana, ponta esquerda de 2005 do Lyon, como uma das principais alternativas para reforçar o ataque. O jogador agrada Gian Piero Gasperini tanto pelas características técnicas quanto pelo potencial de evolução, e o clube italiano poderia acelerar a negociação caso a tentativa de contratar Rodrigo Mora, junto ao Porto, não avançasse. Foi exatamente o contrário que aconteceu: depois de fechar a chegada de Mora, a diretoria giallorossa optou por colocar as tratativas com o Lyon em compasso de espera, segundo revelou o jornalista Fabrizio Romano nesta quinta-feira (20 de agosto). A distância entre os dois clubes seria mínima, mas a prioridade do momento passou a ser a contratação de um ala esquerdo que atue por toda a extensão do campo, com Luis Henrique surgindo como o principal candidato para a função.

Ainda nesta quinta, o jornal francês L'Équipe havia trazido um retrato menos avançado da negociação, afirmando que não existe até o momento nenhum acordo formal entre Roma e Lyon, e que boa parte das informações que circularam recentemente teria partido dos próprios empresários de Fofana, numa tentativa de pressionar o clube francês a acelerar uma possível saída. As conversas só poderão avançar oficialmente a partir de 27 de agosto, mas o Lyon pede cerca de 45 milhões de euros pelo atacante — valor que a Roma pode não ter condições de bancar. Ainda assim, o próprio jogador já teria sinalizado abertura para deixar o clube francês, que, para equilibrar as contas e viabilizar sua permanência, poderia negociar a saída do meia-atacante tcheco Pavel Sulc, nome que desperta interesse no mercado inglês.

A guinada nas prioridades da Roma havia sido antecipada um dia antes, quando o jornalista Paolo Assogna revelou, em entrevista ao programa Mana Mana Sport, que a diretoria passaria a mirar com força a contratação de Fofana assim que a novela Rodrigo Mora fosse resolvida. Segundo o relato, a família Friedkin, proprietária do clube, já havia garantido a Gasperini total disponibilidade para investir na posição, desde que o valor da operação fosse sustentável financeiramente.

Até então, porém, o andamento da negociação vinha sendo condicionado por fatores fora do controle da Roma. Na noite da última segunda-feira (18 de agosto), por exemplo, não houve qualquer novidade decisiva, já que Fofana estava em campo pelo Lyon na fase preliminar da Champions League contra o Fenerbahçe, atuando como titular em um confronto que o clube francês tratou como prioridade absoluta diante das questões de mercado. Horas antes, o jornal Il Tempo havia noticiado que o dirigente Fahad D'Amico já tinha um princípio de acordo com o Lyon nos moldes de 35 milhões de euros mais bônus, além de um entendimento já fechado com o próprio atleta — ainda que o clube francês pretendesse manter o jogador em campo até o dia 26 de agosto, data da volta do playoff da Champions League. Pela manhã daquele mesmo dia, a informação era ainda mais otimista: a Roma teria um acordo fechado com Fofana, restando à diretoria apenas decidir entre avançar de fato na contratação, partir para Luis Henrique — negociação que ainda não estava totalmente amarrada com o brasileiro — ou buscar uma terceira alternativa.

Esse otimismo vinha de alguns dias antes. No domingo (17 de agosto), soube-se que a Roma já tinha uma base de entendimento contratual com Fofana, com o próprio jogador e seus empresários dando aval à mudança para o futebol italiano; o clube já estaria em contato direto com o Lyon e teria recebido todos os valores e condições necessários para fechar negócio, caso decidisse seguir adiante — sempre, porém, com a contratação de Rodrigo Mora como prioridade máxima, e qualquer decisão definitiva sobre o atacante belga condicionada à conclusão do acordo com o Porto, conforme informou Fabrizio Romano. Ainda naquele domingo, o Il Tempo relatou que a Roma trabalhava simultaneamente pelos dois reforços havia dias, pressionando para obter uma resposta rápida sobre Fofana enquanto o Lyon preferia mantê-lo em campo ao menos até o fim de seus compromissos europeus; o plano da diretoria seria justamente trazer os dois nomes para a capital italiana e, depois, fechar o setor ofensivo com mais um reforço pelas pontas.

O valor da possível transação também vinha se ajustando ao longo dos dias anteriores. Na sexta-feira (16 de agosto), o Tuttosport apontou uma oferta de 40 milhões de euros feita pela Roma ao Lyon — quantia considerada relevante, mas que talvez não fosse suficiente, já que o Galatasaray, da Turquia, também entrara na disputa oferecendo um salário bastante alto para convencer o atacante a aceitar outro destino. O interesse turco, aliás, havia sido revelado poucos dias antes pelo jornalista Nicolò Schira, que apontou os primeiros contatos entre Galatasaray e o estafe do jogador. Até aquele momento, segundo o jornalista Alfredo Pedullà, as exigências financeiras do Lyon vinham diminuindo em relação às semanas anteriores, abrindo a possibilidade de um acordo abaixo dos 40 milhões de euros — com a principal ressalva recaindo sobre a condição física do belga, que enfrentou diversas lesões ao longo da última temporada.

É justamente esse histórico de lesões que segue como o principal ponto de atenção da Roma antes de qualquer investimento mais robusto. Fofana já é acompanhado há tempos pelo clube italiano, que o vê como um perfil ideal para o estilo de jogo de Gasperini na função de ponta esquerda, e chegou a observá-lo pessoalmente em campo em mais de uma ocasião. Antes de avançar de forma definitiva, porém, a diretoria giallorossa quer ter garantias sobre a recuperação completa do atacante — um cuidado que ajuda a explicar por que, mesmo com o interesse mantido, as conversas com o Lyon esfriaram justamente no momento em que a contratação de Rodrigo Mora se concretizou.

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