Texto por Colaborador: A. Rother 21/08/2026 - 01:30

A contratação de Rodrigo Mora traz novas alternativas de esquema para Gian Piero Gasperini. Fechado em definitivo junto ao Porto e já treinando em Trigoria, o português tem origem como meia-atacante e pode ajudar a Roma a migrar do tradicional 3-4-2-1 para um 3-4-1-2, com o jovem nascido em 2007 livre para se movimentar logo atrás de dois atacantes. O clube confirmou a contratação em 19 de agosto e definiu a camisa 86 para o novo reforço.

Mora entre dois atacantes: uma fórmula que Gasperini já testou

A mudança não seria exatamente uma novidade completa. Durante a pré-temporada, o técnico já experimentou o desenho 3-4-1-2, com Donyell Malen e Santiago Castro atuando à frente de um único armador. Informações recentes sobre a escalação da equipe também confirmam essa possibilidade: um jogador isolado entre as linhas, seguido por dois atacantes mais avançados.

Com Mora no elenco, porém, essa solução ganha um contorno diferente. O português tem características para receber a bola entre a defesa e o meio-campo adversário, gerar superioridade numérica na saída de jogo e municiar dois atacantes que se complementam na ocupação da área. Esse ajuste permitiria à Roma ganhar presença no meio-campo ofensivo sem abrir mão de qualidade na criação das jogadas.

Malen, Castro e Dybala: funções que podem mudar

A engrenagem principal dessa ideia está na relação entre os atacantes. Ao lado de Dybala, Malen tenderia a assumir o papel de referência ofensiva, enquanto La Joya ganharia liberdade para recuar, se aproximar de Mora e atuar como um segundo homem de frente. Dybala, que teve o contrato renovado recentemente até 30 de junho de 2027, segue sendo uma das principais peças técnicas do elenco romano.

Já a combinação entre Castro e Malen segue outra lógica. O argentino, contratado em definitivo junto ao Bologna, tende a jogar mais de costas para o gol, abrindo espaço para as investidas em profundidade de Malen. Não se trata, portanto, de uma dupla de referências fixas, mas de um ataque construído a partir de movimentações alternadas.

Para Gasperini, esse cenário desenha uma Roma alternativa: Mora como armador, dois atacantes na frente e trocas constantes de posição entre eles. Não necessariamente a escalação titular, mas mais uma ferramenta à disposição do treinador para reformular a equipe ao longo da temporada.

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