Texto por Colaborador: A. Rother 21/09/2026 - 11:15

A Roma de Gian Piero Gasperini vive um início de temporada impressionante: 14 gols marcados, apenas três sofridos e 13 pontos conquistados em 15 possíveis. Mas, como destacou o jornal Il Tempo, há uma falha que começa a se repetir e preocupa: os gols sofridos logo após o intervalo.

Dos quatro gols sofridos até agora, três vieram nesse momento específico. Contra a Atalanta, foi Ederson; em Istambul, Archie Brown; e diante da Inter, Lautaro Martínez reabriu o jogo praticamente na primeira investida do segundo tempo. O padrão é claro: a Roma sai do vestiário com menos intensidade do que nos primeiros 45 minutos, quando costuma sufocar os adversários.

O próprio Gasperini usou uma palavra significativa após o empate contra a Inter: “presunção”. Não no sentido de arrogância, mas como consequência de um primeiro tempo jogado com tanta superioridade que o time inconscientemente relaxou. Não se trata apenas de erros individuais — embora Mancini tenha estado envolvido nas três jogadas — mas de uma queda coletiva na ferocidade, nos duelos e na ocupação de espaço.

Há também um fator físico. O estilo de Gasperini exige enorme gasto energético, e manter o mesmo ritmo por 90 minutos é quase impossível. O desafio, portanto, não é esperar que a Roma jogue sempre no limite, mas aprender a administrar os momentos de declínio sem dar ao adversário a chance imediata de voltar ao jogo.

A boa notícia é que essa falha aparece em um time que ainda está viajando em ritmo acelerado e que já eliminou muitos dos problemas da última temporada. Agora, Gasperini terá três semanas de pausa para trabalhar justamente nesse ponto: evitar que a Roma perca a fome competitiva ao sair do vestiário.

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