Texto por Colaborador: A. Rother 17/09/2026 - 10:24

No Olímpico, a vitória da Roma sobre a Inter não apenas consolidou os giallorossi no topo da tabela, mas também reforçou a leitura de que por trás do duelo existe uma disputa de modelos de gestão. De um lado, os Friedkin, que mesmo sob as restrições do Fair Play Financeiro da UEFA continuaram a investir pesadamente para acelerar o crescimento esportivo da Roma. Do outro, o fundo Oaktree, que ao assumir a Inter priorizou estabilidade econômica e financeira, buscando reduzir custos sem perder competitividade.

Segundo a Gazzetta dello Sport, desde a chegada de Gasperini e Chivu aos respectivos bancos, a Roma desembolsou cerca de €211 milhões em contratações, contra €186 milhões da Inter. A diferença de €25 milhões mostra como a propriedade americana decidiu apoiar de forma mais agressiva o projeto técnico giallorosso. No primeiro mercado da era Gasperini, em 2025/26, foram €86,5 milhões investidos, com nomes como Wesley (€25M), El Aynaoui (€23M) e Robinio Vaz (€20M), além de empréstimos onerosos como Malen, Bailey, Ferguson, Ghilardi e Zaragoza. A aceleração veio no verão seguinte, com €124,5 milhões aplicados em Castro (€35M), Rodrigo Mora (€25M), a compra definitiva de Malen (€25M), Koulierakis (€16,5M), Molina (€13M), além de Ghilardi, De Roon e Balerdi. O acordo com o Porto por Mora ainda prevê mais €25M ou 50% de futura revenda.

Enquanto isso, a Inter seguiu uma linha diferente. Desde 2025, o custo da seleção romana aumentou cerca de €15 milhões, enquanto o da Inter caiu em €10 milhões. Os Friedkin aceitaram déficits contínuos, cobrindo perdas com novas injeções de capital, e desde 2020 o clube não fechou um ano financeiro positivo. Já o Oaktree registrou lucro de €35 milhões em sua primeira temporada e prepara novo balanço positivo, mostrando que a prioridade foi enxugar gastos sem deixar de investir.

O ponto de partida também explica parte da diferença: Chivu herdou um elenco já estruturado e acostumado ao mais alto nível, enquanto Gasperini foi chamado para reconstruir e recolocar a Roma na Liga dos Campeões após sete anos. Assim, o confronto no Olímpico simboliza duas estratégias distintas: uma Roma que acelera para diminuir a distância e uma Inter que busca manter competitividade com equilíbrio financeiro.

Categorias

Ver todas categorias

Como você avalia a 1° temporada de Gasperini?

Ótimo

Votar

Bom

Votar

Razoável

Votar

Ruim

Votar

187 pessoas já votaram