Texto por Colaborador: A. Rother 12/09/2026 - 05:00

Primeiro foi a Atalanta, agora foi o Fenerbahce. A Roma volta a apresentar, também nesta temporada, aquilo que já pode ser chamado de síndrome do início de segundo tempo — o único momento da partida em que a equipe de Gasperini realmente parece vulnerável. Dois casos isolados talvez não provassem nada, mas dez casos já formam um padrão consistente.

O problema não é novo. Na temporada passada, Mancini e companhia já sofriam gols com frequência entre os minutos 46 e 60 da partida: foram seis vezes no campeonato italiano, uma na Copa da Itália e três na Liga Europa. Nesta temporada, a estatística já está em dois de dois — com o gol de Ederson aos 47 minutos e o de Brown aos 48. O próprio Gasperini reconheceu, ao fim da partida, que a postura da equipe no início do segundo tempo estava equivocada, um ponto que precisará ser corrigido para não colocar em risco o bom trabalho construído no restante dos jogos.

Vale lembrar que essa dificuldade não é exclusiva da era Gasperini. O problema já existia também na época de Mourinho e De Rossi no comando da Roma: somente no último ano do treinador português à frente do clube, foram 11 gols sofridos logo no início da segunda etapa das partidas.

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