Texto por Colaborador: A. Rother 24/10/2026 - 03:00

Com 140 partidas e 13 gols pela Roma, Matteo Brighi viveu no clube um dos períodos mais importantes de sua carreira. Contratado no verão de 2007, após três temporadas emprestado ao Chievo, o meio-campista ganhou espaço sob o comando de Luciano Spalletti e se tornou uma peça confiável no meio-campo giallorosso.

Mesmo disputando posição com nomes como De Rossi, Pizarro e Perrotta, Brighi conquistou seu lugar graças à dedicação, à inteligência tática e à disposição para trabalhar pela equipe. Em sua primeira temporada, participou das conquistas da Copa da Itália e da Supercopa da Itália. Já em 2008-2009, destacou-se também no ataque, marcando três gols decisivos na Liga dos Campeões, dois deles contra o Cluj, desempenho que contribuiu para seu retorno à seleção principal da Itália.

Na sequência, com Claudio Ranieri no comando, o meio-campista continuou sendo uma presença importante na campanha de 2009-2010, quando a Roma ficou perto de conquistar o Scudetto, mas terminou atrás da Inter, campeã da Tríplice Coroa.

Em entrevista, Brighi avaliou o atual momento da Roma de Gian Piero Gasperini e demonstrou confiança na capacidade da equipe de disputar o título italiano.

“Até agora, eles têm sido a equipe mais consistente e estão jogando o melhor futebol. A Inter é forte, mas teve alguns altos e baixos em algumas partidas, enquanto o time de Gasperini não teve isso, pelo menos no campeonato. Lesões e condicionamento físico serão cruciais; eles certamente serão um incômodo até o fim. Tenho certeza disso”, afirmou.

O ex-jogador também comentou as opções para o meio-campo diante das ausências de Koné e da possibilidade de Cristante começar entre os titulares. Para ele, ambos são importantes, mas a equipe tem demonstrado alternativas capazes de manter o nível de atuação.

“Koné e Cristante são dois pilares do jogo de Gasperini, mas a outra dupla tem se mostrado excelente. O segredo desta equipe é a coesão; todos sabem o que têm que fazer. De Roon conhece bem Gasperini, e Pisilli está evoluindo tremendamente”, analisou.

Questionado sobre a possibilidade de Mancini atuar no meio-campo, Brighi considerou válida a tentativa, embora tenha ressaltado que a alternativa surge em um cenário de emergência.

“Gasperini tentou, mas o resultado foi um empate contra o Slovan. É justo experimentar coisas diferentes, mas estamos falando de uma situação de emergência. É razoável que o treinador faça experiências, dada a situação”, declarou.

Brighi também elogiou Niccolò Pisilli e avaliou que o jovem pode assumir um papel importante na criação, fazendo uma comparação com Perrotta e com sua própria trajetória.

“Conheço bem o Niccolò; treinei-o no Sub-21 nos últimos dois anos. Estamos falando de um meio-campista moderno que pode fazer tudo. Ele está se mostrando útil em todas as áreas. Espero que ele se aproxime mais do Perrotta do que de mim (risos), também em sua carreira com a Azzurra. Estamos falando de uma garantia, e Gasperini conta com ele”, afirmou.

Por fim, o ex-meio-campista abordou a possibilidade de a Roma voltar ao mercado de transferências para reforçar o elenco, diante da sequência de jogos e dos problemas físicos. Brighi lamentou a situação de Pellegrini e destacou a importância de contar com opções suficientes ao longo da temporada.

“Sinto muito pelo Pellegrini. Infelizmente, com tantos jogos, é preciso um elenco grande. Gasperini sabe lidar tanto com a abundância quanto com as dificuldades. A avaliação cabe somente ao treinador. Se ele achar que precisa de mais jogadores, então é correto voltar ao mercado”, concluiu.

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