Reprodução CALCIO ITALIA SHOWO empate por 3 a 3 no Estádio Olímpico deixou Luciano Spalletti com sentimentos mistos — mas, acima de tudo, reforçou a crença da Juventus na briga por uma vaga na Liga dos Campeões. O time mostrou mais uma vez uma capacidade surpreendente de não se render: na semana, já tinha buscado o empate contra o Galatasaray na Champions, anulando uma desvantagem de 5 a 2 do primeiro jogo para forçar a prorrogação mesmo com um a menos. Desta vez, estavam perdendo por 3 a 1 até os 78 minutos, quando Jeremie Boga e Federico Gatti completaram a virada parcial para o empate emocionante na casa da Roma.
Na entrevista à DAZN Italia, Spalletti foi honesto na avaliação: "Se estamos falando da reação, então sim, estou feliz. Mas se olhamos para a primeira parte do jogo, não estou muito satisfeito. Precisamos fazer uma avaliação objetiva. Saímos da Champions daquela maneira depois de jogar 120 minutos e de recuperar uma situação que parecia perdida. Mas também fomos lentos demais no segundo e no terceiro gols. Os jogadores acreditaram e reagiram, mas nós mesmos nos colocamos nessa situação."
Vale destacar que os dois gols da reação foram marcados por reservas, assim como a cobrança de falta do 3 a 3, convertida por Edon Zhegrova, que também entrou do banco. Questionado se acreditava que as substituições poderiam mudar o jogo, Spalletti respondeu com uma frase marcante: "Quando você tem 66 anos como eu, vai perceber que sempre acredita — e é isso que você precisa transmitir aos jogadores. Existem esses momentos de entusiasmo criados por instantes de qualidade. Boga tem intuição e consegue criar situações do nada, assim como Kenan Yildiz e Zhegrova. Temos que sempre ter fé, no esporte e na vida."
O técnico também reconheceu o desgaste acumulado pelo time: "Nos últimos cinco jogos, ficamos com um a menos em três deles, e isso cansa ainda mais. Você pode tentar encontrar as palavras certas para alimentar a crença deles, mas neste momento a torcida também ajudou — e quando eles estão conosco, a camisa pesa um pouco menos nos ombros."
A derrota teria sido um golpe severo nas ambições de top quatro, mas o empate manteve a Juventus na cola da Roma, com apenas quatro pontos de diferença, mesmo escorregando para a sexta posição. A briga pela Champions promete ir até o fim.
E Spalletti não esconde que é exatamente esse desafio que o motiva: "Claro que acredito nisso. Eu vivo pelo quarto lugar. Dê forma a isso e eu vivo por essa posição. Tivemos um momento em que muito pesou sobre nós, e nem a sorte esteve do nosso lado, mas esse time cresceu muito em vários aspectos diferentes. Acredito que teremos uma fase final de temporada esplêndida."
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