Texto por Colaborador: A. Rother 10/05/2026 - 21:20

O Tardini foi palco de uma partida de tirar o fôlego. A Roma saiu atrás no placar aos 87 minutos, graças a um gol de Keita, e parecia caminhar para um resultado decepcionante. Mas o time respondeu com personalidade: empatou aos 94 minutos com Rensch e, na sequência, virou com um pênalti convertido por Malen, sacramentando a vitória por 3 a 2 em pleno território adversário.

Ao fim da partida, Gian Piero Gasperini falou à Sky Sport e não escondeu o bom humor diante do que acabara de presenciar: "Me diverti no final (risos). O torcedor também se divertiu, porque a partida foi de alto nível. O primeiro tempo foi muito bom, mesmo que tenhamos sofrido alguns contra-ataques a mais. O Parma empatou logo no início do segundo tempo e mostrou que está em forma. No final viramos o jogo, tivemos muitas oportunidades."

O treinador também destacou o impacto dos jogadores que entraram durante a partida, com atenção especial para Rensch, que marcou o gol do empate e converteu o pênalti da virada: "Gol e pênalti para Rensch: ele mudou o jogo. Fizemos um excelente primeiro tempo, depois cometemos o erro no início do segundo: não é fácil recuperar as energias contra um Parma que está bem e que sai em contra-ataque."

A Roma não esteve sozinha no mérito da virada — o coletivo foi destacado por Gasperini como peça fundamental do resultado. O técnico ressaltou o espírito do grupo, que trabalhou para buscar o resultado mesmo nas circunstâncias mais adversas. "Tivemos um grande espírito. A equipe foi extraordinária sob esse aspecto desde o início. Com Malen tivemos oportunidades, e o goleiro adversário fez grandes defesas. A partida parecia enfeitiçada, mas o que não conseguimos antes fizemos nos últimos minutos."

O elogio se estendeu aos jogadores que entraram no segundo tempo. Para Gasperini, a capacidade de mudar uma partida com as substituições é sinal de um elenco mais maduro e competitivo: "Parabéns aos rapazes pela forma como entraram. Sempre elogiei o grupo, mas hoje é a demonstração da vontade deles de alcançar o resultado. Teria sido o mesmo mesmo sem a virada. Recuperamos Dybala, Soulé, ainda nos falta Pellegrini e El Shaarawy está fora. Mudar o jogo com as substituições raramente aconteceu conosco; agora significa que estamos mais prontos."

À DAZN, o treinador comentou a raridade de uma virada nos acréscimos nas proporções vista no Tardini e revelou um detalhe curioso: não teve coragem de assistir à cobrança do pênalti decisivo. "Já aconteceu de fazer gol nos acréscimos, mas muito raramente de passar de 2 a 1 para 2 a 3. É a primeira vez que não fico olhando para um pênalti: estava olhando para a torcida, mas o placar mostrava, então acabei vendo do mesmo jeito."

Honesto, Gasperini admitiu que, com o time em desvantagem e pouco tempo restante, os pensamentos já começavam a migrar para a Conference League — antes que a virada mudasse tudo. "Não, nunca pensamos que tinha acabado enquanto o árbitro não apita. Mas é claro que as condições eram difíceis, faltava pouco e estávamos perdendo. Fiquei pensando nas oportunidades que tínhamos tido e nas defesas extraordinárias de Suzuki. Estava pensando na Conference…"

Sobre o futuro de Paulo Dybala, cujo contrato com a Roma segue cercado de especulações, Gasperini foi evasivo, mas não deixou de valorizar o retorno do argentino após um longo período de lesão. "Foi isso que ele disse? Ah, pelo contrato… Quem sabe. Ainda temos uma semana para o dérbi. Paulo voltou depois de muito tempo, nos deu qualidade. Uma pena não o termos tido por um bom tempo durante a temporada."

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